Líder da Coreia do Norte mostra preocupação com a propaganda do regime

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte

Estudante australiano foi deportado do país por compartilhar “informações internas” pela internet

Carlos Assunção

O governo da Coreia do Norte expulsou, na semana passada, o estudante australiano Alek Sigley, de 29 anos. Ele estava detido desde o dia 25 passado. Após ser solto, Sigley viajou para o Japão no último dia 4, com escala no aeroporto de Pequim. A acusação contra ele foi de fazer propaganda anti-Coreia na internet. De acordo com a agência oficial de notícias norte-coreana, KCNA, Sigley admitiu “honestamente que esteve espionando, coletando nossas informações internas e compartilhando-as com outros e nos pediu reiteradamente perdão por ter infringido nossa soberania”. Ele teria, segundo a KCNA, utilizado seus preceitos como estudante internacional para realizar a espionagem.
Sigley, que fala fluentemente o idioma local, dirigia uma empresa especializada em tours pela Coreia do Norte. Ele administrava várias páginas nas redes sociais contando sobre a vida diária no país e colaborava com veículos internacionais como NK News.
A propaganda é uma das principais preocupações do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. No mês passado, ele criticou abertamente um dos maiores eventos esportivos do país, Jogos de Massa. Segundo a mídia estatal, Kim “criticou seriamente” os jogos pelo seu “espírito errado de criação e atitude de trabalho irresponsável”.
Os Jogos de Massa da Coreia do Norte são um evento enorme de propaganda, que envolve milhares de participantes, inclusive crianças, e são planejados para celebrar o país e elevar o moral da população.
Segundo a analista Minyoung Lee, “Kim Jong-un tem criticado publicamente departamentos e trabalhos ruins”, desde os Jogos de Massa até a plantação de árvores malfeita.
Em março último, Kim disse que o país precisava desenvolver sua propaganda de uma nova maneira. Minyoung afirma que desde então, a mídia estatal aumentou a cobertura de seu trabalho de propaganda e alertou contra “um estilo de vida burguês”, um fenômeno “não socialista”.


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