CIÊNCIA&TECNOLOGIA – 04/10/2018 – Pesquisadores montam em laboratório trecho de código genético sintético com recorde de 150 “letras”

Enzima polimerase (púrpura) construindo fita de DNA (verde) - DNA Script Enzima polimerase (púrpura) construindo fita de DNA (verde) - DNA Script

O anúncio foi feito nesta terça-feira pela DNA Script, empresa francesa de biotecnologia, em sessão da Cúpula Global de Biologia Sintética realizada em São Francisco, Califórnia, EUA, informa a edição on-line da revista Science. O feito é importante, diz a revista, porque de há bom tempo os cientistas já sabem ler com rapidez as sequências de milhares de “letras” no DNA, mas ainda é difícil montar em laboratório trechos curtos, com algumas poucas letras, neste caso os nucleotídeos, as estruturas moleculares básicas da codificação de todas as instruções para o crescimento e o funcionamento de um organismo.

A montagem em laboratório de sequências coerentes tem sido feita por processos químicos lentos e caros, algo como juntar uma a uma as letras que formam o texto de um livro. O que se quer é acelerar a “redação” de trechos cada vez mais longos de DNA, com o máximo de automação, inclusive para detectar e revisar erros visando a produção de moléculas orgânicas sintéticas para diversas aplicações, da medicina à agricultura, da computação à ciência dos novos materiais. O método experimentado permitiu um salto de cerca de 50 letras, o limite há alguns meses, para o recorde de 150 letras em fitas de DNA coerentes e sem erros.

Além da biologia sintética, a produção em escala de trechos longos de macromoléculas com estrutura similar à do DNA é também vista com uma das possibilidades para o desenvolvimento de unidades de armazenamento de informações de altíssima capacidade em volumes muito pequenos.

Na imagem acima, de DNA Script, representação de enzima polimerase (púrpura) construindo uma fita de DNA (verde).


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