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O impeachment de Dilma

Código: LIV AAADILMA_SF

A história do golpe parlamentar que derrubou a presidente da República

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Descrição

O impeachment de Dilma
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Investigação de Raimundo Rodrigues Pereira com a participação da repórter Lia Imanishi e do coletivo "O Processo". Um documento indispensável para se compreender também o papel da chamada "grande mídia" no acompanhamento da crise política em torno do processo de impeachment.

Muita gente ainda não sabe o que são os dois tipos de "crimes de responsabilidade" de que a presidente Dilma Rousseff foi acusada e pelos quais foi condenada. Este livro explica e mostra  que a acusação era falsa e que a presidente foi vítima de um golpe parlamentar.

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Um dos mais obstinados repórteres do Brasil, Raimundo Rodrigues Pereira põe a serviço da verdade suas cinco décadas de experiência e nos ajuda a compreender o papel da “grande mídia” na alimentação e no acompanhamento da crise política em torno do processo que desconsiderou a vontade da maioria que elegeu a presidente. Com lupa e precisão, o jornalista compara o que viu no dia a dia do golpe com a cobertura do famoso Estadão. Como todos os órgãos de mídia e qualquer pessoa, diz Raimundo, o jornal acompanha os acontecimentos a partir de um ponto de vista que acaba, de um modo ou de outro, influenciando na escolha e no sentido de suas informações.


O Estadão é um baluarte da direita. No dia 31 de março de 1964, com o editorial “O Exército e os desmandos do presidente”, o diário apoiou o golpe que derrubou João Goulart. No dia 2 de abril, quando os militares já dominavam Brasília, apoiou a manobra parlamentar que deu posse a um fantoche dos golpistas, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli. E no dia seguinte, com Goulart no sul do País ainda tentando resistir, a manchete do Estadão era: “Democratas dominam toda a Nação”.
Não é de se estranhar, portanto, que o Estadão tenha comemorado, em 2016, o golpe parlamentar que empossou o vice-presidente Michel Temer no lugar da presidente eleita Dilma Rousseff. Por que golpe?


A posse de Mazzilli se deu com tanques nas ruas, muita gente já na cadeia ou a caminho do exílio. Em 2016, foi diferente. A presidente Dilma acompanhou do Palácio da Alvorada todo o processo contra ela. Deixou o poder só depois de duas votações, com ampla maioria – mais de dois terços na Câmara dos Deputados e no Senado – pelo seu afastamento; compareceu à sessão plenária do Senado, conduzida, aliás, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, que confirmou sua derrubada e falou o que quis, livremente. Não houve pressão das Forças Armadas sobre o Congresso. O ministro da Defesa, por sinal, era um comunista, Aldo Rebelo. Por que, então, falar de “golpe parlamentar”? O livro de Raimundo tem a resposta.


Muita gente ainda não sabe o que são os dois tipos de “crimes de responsabilidade” de que a presidente foi acusada e pelos quais foi condenada. Em parte porque só havia uma fonte básica de informação, a grande mídia controlada pelos conservadores, desinteressada em esclarecer justamente esse “detalhe”.
Tome-se como modelo, mais uma vez, o Estadão. As capas que publicou nos dias 18 de abril, após a votação do impeachment na Câmara, e a de 12 de maio, após a confirmação no Senado e o consequente afastamento da presidente do cargo para julgamento, mostram claramente a posição do jornal. As duas são comemorações, pôsteres da vitória do time no qual o Estadão militava.


O papel do jornal poderia ter melhorado na sequência dos acontecimentos, mas não foi o que se viu. O impeachment, como se sabe, é um processo jurídico-político. E para cumprir a parte jurídica era preciso provar que a presidente cometeu os tais “crimes de responsabilidade”. Para isso, foi montada no Senado uma Comissão Especial do Impeachment (CEI), com a tarefa de ouvir testemunhos e coletar provas e contraprovas para determinar se os crimes foram cometidos de fato, ou não. Mas o Estadão não acompanhou esse debate: apenas trabalhou para estimular sua torcida – criou um “placar” para contabilizar as adesões à tese do impeachment e estimulá-las.


Desde o início, os pró-impeachment decidiram boicotar os trabalhos da CEI e o jornal resolveu acompanhá-los. Eles tinham a tarefa de provar a existência dos tais crimes. Não o fizeram. Enquanto a defesa levou à CEI 38 testemunhas, os pró-impeachment levaram apenas duas, sendo que ambas, na última fase do julgamento, no plenário do Senado, no final de agosto, foram praticamente desmoralizadas. Toda a grande família da mídia conservadora praticamente ignorou esses fatos.


Raimundo descreve ainda em seu livro os esforços de Antônio Anastasia (PSDB-MG), relator da CEI, para construir o cenário no qual prosperaria a proposta do impeachment. Com manipulações estatísticas grotescas, o senador tucano tentou reescrever a história recente do País. Quis provar que os governos petistas subverteram o grande ajuste de estabilização econômica e progresso promovido no Brasil nos dois governos do PSDB. Tais manipulações estatísticas, insiste Raimundo, devem ser vistas com atenção, de olho no futuro. Pois, infelizmente, o golpe parlamentar não foi o final feliz de uma mudança pacífica e benfazeja nos rumos do País.